Geografia




Atividades Acadêmicas


As atividades complementares são experiências extracurriculares adquiridas pelo aluno durante o período em que frequenta o curso e tem como objetivo complementar a formação do acadêmico. Segundo o parecer CNE/CP 28/2001, para o currículo de licenciatura deverá ser comprovado 200 horas.

A Universidade considera as atividades complementares como mecanismos de aproveitamento de conhecimentos adquiridos pelo estudante, através de estudos, troca de experiências e práticas independentes, com conteúdos extracurriculares que lhe permitam enriquecer o conhecimento propiciado pelo curso escolhido.

As atividades complementares são atividades acadêmicas agrupadas em Ensino, Extensão e Pesquisa.

São consideradas atividades complementares de Ensino:
  • Disciplinas eletivas não aproveitadas na matriz curricular do curso;
  • Monitoria como bolsista ou voluntário;
  • Trabalhos de campo promovidos pelo curso;
  • Estágio extracurricular na área da graduação;
  • Cursos livres (línguas, informática, etc.);
  • Participação em oficinas e cursos de extensão.

 

São consideradas atividades complementares de Extensão:
  • Participação em eventos científicos, congressos, simpósios, jornadas e palestras;
  • Trabalho comunitário na área da graduação em Geografia;
  • Participação como monitor ou assistente em oficinas e cursos de extensão.

 

São consideradas atividades complementares de Pesquisa:
  • Apresentação de trabalhos de pesquisa em eventos científicos tais como pôsteres em semanas acadêmicas e  feiras de iniciação científica;
  • Participação, como ouvinte, nos seminários de Trabalho de Conclusão de Curso;
  • Iniciação científica, como bolsistas ou voluntário, vinculados a órgão específicos de apoio à pesquisa;
  • Publicações de trabalhos em anais e revistas científicas.

 

Como validar:

As atividades complementares deverão ser comprovadas com documento original, junto à secretaria do curso até o penúltimo semestre. Para isso, o acadêmico deverá entregar em uma pasta as cópias das atividades desempenhadas para a validação dos certificados.

Ensino

Estágio Supervisionado

O estágio supervisionado em geografia consiste em propor uma prática na qual o aluno estagiário possa recriar, num processo de ação e reflexão autônomo e singular, o ato de ensinar Geografia no ensino fundamental e médio. Oferece um trabalho ao estagiário não somente a reprodução de conhecimentos, repetição de conteúdos, mas que lhe seja possível recriar uma metodologia própria do ato de ser professor de Geografia, e que possa  vir a ser narrada, com o auxilio de alguns indicadores da pesquisa-ação em seu Relatório de Prática de Ensino. Assim, a proposta das disciplinas – Estágios Curriculares Supervisionados - é habilitar o professor e não um reprodutor ou leitor de conteúdos didáticos. É apresentada a transformação e ressignificação de conteúdos de ensino, a partir da realidade dos alunos da escola de estágio, por entender-se que o conhecimento real está, também, nesse grupo de alunos.

Esse novo pensamento não nega a premissa de que o ato de ensinar é um exercício antigo.  Assim, ao assumir o papel de professor, carrega-se a responsabilidade de sistematizar conhecimentos e gerenciá-los com os alunos, com seus saberes, na busca de uma aprendizagem significativa.

Estrutura e funcionamento do Estágio Curricular Supervisionado em Geografia I, II, III e IV

Estágio Curricular Supervisionado em Geografia I
Totaliza 68 horas/aula e 04 créditos

Estágio Curricular Supervisionado em Geografia II
Totaliza 68 horas/aula e 04 créditos

Estágio Curricular Supervisionado em Geografia III
Totaliza 136 horas/aula e 08 créditos

Estágio Curricular Supervisionado em Geografia IV
Totaliza 136 horas/aula e 08 créditos

Extensão

Programa Comunitário

O programa comunitário Geografizando Lugares: transitando por diferentes ambiências ocorre nas comunidades escolares dos bairros Mathias Velho, Rio Branco, Estância Velha e Guajuviras. Tem como objetivo compreender a forma como os diferentes sujeitos interpretam os espaços geográficos de seu cotidiano através de oficinas de geografia e educação ambiental. Proporciona a construção de agentes multiplicadores que podem tornar-se vigilantes do ambiente a partir da compreensão do espaço vivido como uma realidade modificável, objetivando a melhoria da qualidade de vida dessas comunidades.

Este programa tornou-se um marco na comunidade geográfica do Rio Grande do Sul, sendo constantemente divulgado nos encontros estaduais de geografia, nos salões de extensão comunitária, nas semanas acadêmicas e seminários promovidos pelo curso.

Pesquisa

Linhas de pesquisa:

  • Geografia, Educação e Cidadania
  • Análise Ambiental
  • Planejamento Urbano e Regional
  • Espaço Agrário e Urbano

 

Pesquisas que, atualmente, estão sendo desenvolvidas no curso:

 

Canoas e suas Paisagens: Uma abordagem Metodológica para a Compreensão do Espaço Geográfico
Professora coordenadora: Cláudia Pires
Professora participante: Heloísa Lindau
Este projeto visa propor uma análise geográfica das diferentes paisagens de Canoas a partir da análise dos planos setoriais do Plano Diretor Urbano e Ambiental de Canoas e da percepção dos sujeitos que cotidianamente constroem suas identidades. Analisando o espaço geográfico de Canoas percebe-se que a totalidade espacial é complexa, porque reúne diferentes paisagens nas quais natureza e sociedade sobrepõem-se no espaço. Estas apresentam-se, aparentemente, de forma organizada, intercalando espaços naturais, sociais, culturais, políticos e econômicos territorializados, entretanto, por relações conflituosas. A proposta é ler e analisar marcas territoriais de diferentes tempos e espaços do município a partir do conceito de paisagem como indicadora dessas transformações. Nesse sentido, a representação imagética de diferentes paisagens da área de estudo são relevantes para trabalhar os múltiplos olhares sobre o espaço, proporcionando a dialogicidade sobre o mesmo. Acrescenta-se, ainda, a possibilidade de estabelecer ações educativas junto às comunidades pesquisadas, promovendo novas leituras de espaço vivido, possibilitando processos de construção da cidadania. A relação social, cultural, política e econômica com a paisagem está expressa em nosso cotidiano através de diferentes formas, e essas diferentes apropriações podem auxiliar a compreender a realidade cotidiana de um determinado grupo.

Mapeamento das Transformações Espaciais do Município de Canoas: Uma Instrumentalização para a Educação Geográfica
Professora coordenadora:
Heloísa Lindau
Professora participante:
Cláudia Pires
Esta proposta de pesquisa surgiu a partir da necessidade de convergir dois projetos que foram executados na Universidade. Tratam-se do projeto de pesquisa “Atlas Sócio-Econômico de Canoas/RS” e do projeto de extensão comunitária “Geografizando Lugares: Transitando por Diferentes Ambiências”. Ambos foram experienciados e aplicados no município de Canoas/RS, em parceria com a prefeitura. Na apresentação desses projetos em encontros locais, promovidos pela Prefeitura Municipal de Canoas, constatou-se o desconhecimento das comunidades locais com relação ao seu próprio município. Também, observou-se o interesse dos professores das comunidades escolares em adquirir as informações trazidas pelo Atlas, bem como as propostas de práticas de Geografia e Educação Ambiental. Nesse sentido, desenvolveu-se o projeto “Mapeamento das Transformações Espaciais do Município de Canoas: uma Instrumentalização para a Educação Geográfica”, como a finalidade de conhecer a realidade geográfica de Canoas e conduzir, através da construção de um livro paradidático, reflexões a cerca das transformações espaciais do município, objetivando a capacitação e a instrumentalização desses profissionais. Pretende-se levar para as comunidades escolares as especificidades de cada local de Canoas para promover o encontro com a Geografia dos diferentes lugares, através da instrumentalização para a educação geográfica. Reconhece-se que a participação da comunidade para a solução dos problemas locais começa com a revelação da Geografia local; com o resgate do cidadão, sujeito do processo, para o pleno exercício da cidadania. Esta pesquisa tem como intuito ajudar a resgatar a ética, a visão dialética- dialógica e a consciência crítica reflexiva, caminhos que apontam para o exercício da cidadania.

Análise Topo e Microclimática em Áreas de Ocorrência de Areais
Professor coordenador:
Dakir Larara Machado da Silva
Esta pesquisa aborda a temática da Arenização no Sudoeste do Rio Grande do Sul, e é o resultado de um projeto interdisciplinar junto à FEPAGRO e departamento de Geografia da UFRGS que tem como objetivo cultivar cactáceas em área de ocorrência de areais, no Sudoeste do Rio Grande do Sul, bem como a utilização desta cultura para o desenvolvimento de Dactylopius Coccus (Dactylopiidae), para fins de obtenção do carmim, como uma alternativa de recuperação destas áreas nos aspectos econômico, social e ambiental. A proposta da pesquisa visa fazer uma análise climática nas escalas topo e micro no local da implementação do projeto, o município de São Francisco de Assis. A proposta é inovadora na medida em que se constitui de um tema pouco abordado no Rio Grande do Sul, no âmbito da Climatologia, e por constituir um trabalho interdisciplinar onde, também, poderá ser analisada, além da metodologia do projeto em si, a metodologia de análise interdisciplinar que será vivenciada a partir de uma prática de pesquisa em grupo. O Rio Grande do Sul, na sua porção sudoeste, apresenta um conjunto de áreas que se caracterizam pela falta de cobertura vegetal, constituindo visualmente extensas áreas de solo arenoso descoberto. Estas áreas foram reconhecidas pela comunidade local como areais e esta é a nomenclatura utilizada na documentação histórica referente a esse fenômeno. Estas áreas e a dinâmica associada (processo de arenização) foram bastante debatidos na década de 70 (1975/1979), permanecendo um tanto esquecidos no início dos anos 80. Desde 1985, o processo em questão voltou ao debate. As áreas de ocorrência de areais estão diretamente vinculadas aos municípios de Quaraí, Alegrete, Itaqui, São Francisco de Assis, Manuel Viana, Maçambará, Unistalda, São Borja, Rosário do Sul e Cacequi. A extensão de areais para o conjunto desses municípios é de 3.600 hectares aproximadamente. Desta forma, pode-se dizer que o sudoeste do Rio Grande do Sul é a região que apresenta expressiva ocorrência de áreas arenosas desprovidas de cobertura vegetal. Estas áreas, reconhecidas regionalmente como areais, localizam-se, mais precisamente, entre as latitudes de 20º e 31ºS e as longitudes 54º30’ e 58º45’ W (Suertegaray, Guasselli e Verdum, 2001). Por arenização entende-se o processo que dá origem aos areais e consiste no retrabalhamento de depósitos areníticos pouco ou nada consolidados e que promovem, nessas áreas, uma dificuldade de fixação da vegetação devido à constante mobilidade dos sedimentos (Suertegaray,1987). Os areais do Sudoeste do Rio Grande do Sul constituem feições antigas da paisagem, associam-se a uma dinâmica hídrica e eólica sob solos frágeis.Na perspectiva de recuperação destas áreas, é necessário o entendimento das condições climáticas em escalas de maior detalhamento, em especial nas escalas topo e microclimáticas, pois os mecanismos de arenização nestes locais resultam, dentre outros elementos, da interação climática e litológica.

Representação e Análise da Estrutura Educacional das Coredes Metropolitano Delta do Jacuí, Paranhana-Encosta da Serra, Vale do Rio dos Sinos e Vale do Caí.
Professor coordenador:
Rafael Lacerda Martins
O presente projeto tem o objetivo de propor uma análise cartográfica e geográfica sobre a estrutura educacional através do uso do geoprocessamento e cartografia digital. As representações cartográficas em forma de mapas deste trabalho estarão delimitadas pela área dos municípios próximos a região metropolitana de Porto Alegre, mais especificamente quatro regiões de desenvolvimento, ou seja, pertencentes aos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes). O trabalho de mapeamento irá utilizar um conjunto de tecnologias voltadas à coleta e tratamento de informações espaciais, isto é, o geoprocessamento. No que consiste nas organizações dos dados e das informações no conjunto com a sistematização podemos descrever que apareceram num segundo momento, onde serão tabulados os dados coletados e estudados a fim de produzir informações tratadas graficamente, utilizando um banco de dados. Para a sistematização serão evidenciadas as variáveis mais significativas para análise e a elaboração das distintas representações espaciais. A fase seguinte consiste em elaborar representações espaciais onde é desenvolvida a partir de uma informação base (mapa base) que contém dados sistematizados graficamente. A relação da base cartográfica com as informações gráficas sistematizadas produzirá um conjunto de mapas temáticos da estrutura educacional apresentada nas Coredes analisadas.

Monitorias

Monitoria Voluntária

A monitoria é uma forma do aluno se aproximar e aprender mais do professor e da área de interesse, adquirindo experiência profissional e se inserindo no mercado de trabalho. O aluno interessado deve procurar o docente da disciplina ou programa de interesse e tratar diretamente com ele. No caso de monitoria de disciplinas, o aluno já deve tê-la cursado, obtendo um bom aproveitamento. A monitoria voluntária não tem nenhum tipo de remuneração. Ao final do período o monitor deve dirigir-se ao professor pedindo que este solicite na coordenação do curso o atestado do acadêmico informando as horas acompanhadas pelo monitor.

Monitoria Remunerada

A monitoria remunerada dá um desconto na mensalidade do aluno selecionado. Para esta monitoria o acadêmico deve atender os seguintes critérios:

  • Ter cursado a disciplina com um bom aproveitamento;
  • Ter realizado monitoria voluntária;
  • Estar matriculado no mínimo em 12 créditos;
  • Ter disponibilidade de 12h para a monitoria;
  • Participar no auxílio a eventos da Universidade, como a Feira das Profissões em outubro e seminários de TCC nos finais de semestre.

 

As inscrições acontecem em FEVEREIRO e JUNHO na secretaria do curso. O aluno deve entregar o currículo com foto especificando a disciplina pretendida e histórico completo impresso do autoatendimento.

Trabalho de Campo

O curso oportuniza a realização de trabalhos de campo em suas disciplinas a fim de conciliar os conhecimentos desenvolvidos em aula com as atividades práticas de campo.

Licenciatura e Bacharelado
em Geografia
Campus Canoas
Av. Farroupilha, 8001 · Prédio 11, sala 21
Bairro São José · Canoas/RS · Cep 92425-900
Fone: (51) 3477.9101 · Fax: (51) 3477.1313
E-mail: geografia.canoas@ulbra.br