Mestrado em
Saúde Coletiva




Projetos de Pesquisa


1. A saúde do escolar da rede pública de ensino na região norte do Brasil

Responsável: Dra. Denise Rangel Ganzo de Castro Aerts
Descrição: A violência por parceiro íntimo, tanto física como sexual, é problema de saúde pública por apresentar prevalência elevada e causar altos graus de sofrimento. O assunto vem sendo largamente estudado no mundo inteiro nos últimos anos tendo sido objeto de um grande estudo, realizado em diversos países, da própria Organização Mundial da Saúde (OMS) (Garcia-Moreno, 2006). Neste estudo a ocorrência na vida de um dos dois tipos de violência ou ambos variou de 15,4% em uma região urbana japonesa até 69,0% em uma zona rural do Peru. No mesmo estudo, no Brasil, foram encontradas taxas de 28,9% e 36,9% respectivamente em uma zona urbana e outra rural. Mais de 5% das adolescentes de 16 a 19 anos relataram terem sido vítimas de violência sexual por parceiro íntimo pelo menos uma vez na vida. Questões elaboradas e traduzidas para o português pela Organização Mundial da Saúde estão inseridas no questionário que será aplicado em cerca de 1200 adolescentes de 14 a 16 anos residentes em Porto Alegre, que são os sujeitos da pesquisa “Fatores associados à gestação na adolescência: um estudo de casos e controles com jovens de 14 a 16 anos em Porto Alegre, RS”.

2. A saúde dos escolares da rede pública municipal de Gravataí / RS

Responsável: Dra. Denise Rangel Ganzo de Castro Aerts
Descrição: Tem como objetivo central avaliar o estado de saúde dos escolares da rede pública municipal, possibilitando o planejamento de políticas públicas que visem à promoção da saúde da criança e adolescente dentro do ambiente escolar.
O projeto é composto por três sub-projetos. O primeiro sub-projeto visa investigar o estado nutricional de uma amostra representativa dos 23 mil escolares da rede pública do município. O segundo sub-projeto dirige-se ao estudo de hábitos alimentares, atividade física e imagem corporal de estudantes de 5º a 8º série. O terceiro sub-projeto tem como objetivo conhecer as características dos alunos de sétima série em relação à vida sexual; uso de álcool, drogas e tabaco; e percepção da imagem corporal. Esse último sub-projeto acontecerá em duas fases: a primeira, desenvolvida nos primeiros dois anos, se destinará aos estudos descritivos, e a segunda, aos estudos analíticos referentes aos fatores associados aos desfechos de interesse. O projeto tem a duração prevista de 48 meses, tendo iniciado em março de 2005, e término previsto para março de 2009. Resulta de uma parceria entre a Universidade Luterana do Brasil, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e Secretaria de Educação do município de Gravataí. Atualmente, encontra-se na fase de coleta dos dados. Com os resultados obtidos, espera-se conhecer a saúde dos escolares de Gravataí e, embasados nesse conhecimento, propor um sistema de vigilância da saúde desse grupo populacional.

3. Atividade física previne perda óssea em mulheres na pré-menopausa com artrite reumatóide: um estudo de coorte.

Responsável: Dr. Airton Tetelbon Stein
Descrição: Atividade física previne perda óssea em mulheres na pré-menopausa com artritre reumatóide: um estudo de coorte.

4. Avaliação do impacto da perda de peso intencional sobre o perfil de utilização de medicamentos em uma população de indivíduos morbidamente obesos.

Responsável: Dr. Airton Tetelbom Stein
Descrição: O uso racional de medicamentos (URM) parte do princípio que o paciente recebe o medicamento apropriado para suas necessidades clínicas, nas doses individualmente requeridas para um adequado período de tempo e a um baixo custo para ele e sua comunidade (OPAS, 2008). O objetivo do projeto é avaliar o consumo de medicamentos entre pacientes com obesidade mórbida antes e depois da cirurgia bariátrica. O estudo será realizado no ambulatório de endocrinologia do serviço de atendimento ao obeso mórbido do Hospital Nossa da Conceição (HNSC) na cidade de Porto Alegre, localizada na região norte da cidade. O serviço realiza de 4 a 5 cirurgias mensais em pacientes oriundos da rede básica de atendimento do Município e encaminhados das diferentes regiões do Estado. O ambulatório conta com o atendimento de médicos (endocrinologista, cirurgião e psiquiatra), psicólogos, nutricionista e enfermeira. E o delineamento trata-se de um estudo de coorte prospectivo.

5. Avaliação e seguimento de adolescentes usuários de crack internados em hospital psiquiátrico de Porto Alegre: comparar e avaliar marcadores biológicos relacionados à toxicidade sistêmica e neural associada ao uso de crack em relação a controles comunitários.

Responsável: Dr. Ricardo Halpern
Descrição: A dependência de substâncias psicoativas, especialmente a cocaína em suas diversas formas, é atualmente um grave problema de saúde pública no Brasil. Carlini et al., 2005, envolvendo pesquisa sobre drogas nas 108 maiores cidades brasileiras, com população acima de 200 mil habitantes, verificaram que o uso na vida de cocaína, crack e merla foi de 2,9%, 0,7% e 0,2%, respectivamente. Entre os achados relevantes da pesquisa, foi verificada a vulnerabilidade da população adolescente. Na faixa etária entre 12 e 17 anos, houve relatos do uso de variadas drogas, facilidade do acesso a estas, bem como vivência de consumo próximo à residência desta população. Além disso, 7,8% das jovens relataram que foram abordadas por pessoas que queriam vender-lhes droga. O conhecimento dos fatores de risco e proteção ao uso de drogas em adolescentes é de fundamental importância, tanto nos programas de tratamento, quanto nos preventivos. Kliewer e Murrelle, 2007, em estudo realizado em países da América Central, encontraram como fatores de risco “desregulação” (déficit na resposta ao contexto ambiental), problemas familiares com álcool e outras drogas, interações familiares negativas, evasão escolar, transtorno de conduta dos integrantes do grupo de convívio e exposição à violência comunitária. A predisposição genética também vem sendo considerada como um importante fator de risco para o uso de drogas; estudos epidemiológicos têm demonstrado que cerca de 50% do risco para consumo de cocaína ou outra droga tem influência genética (Netler e Malenka, 2004, Agrawal e Lynskey, 2008). Da mesma maneira, também são considerados fatores de risco a presença de outras psicopatologias (Szobot et al, 2007) e exposição a eventos traumáticos (Wu et al, 2010).

6. Emoções envolvidas na realização de comportamentos de risco entre jovens.

Responsável: Dra. Sheila Gonçalves Câmara
Descrição: Objetiva identificar o papel das emoções na realização de comportamentos de risco. Isto é, visa compreender porque, embora tendo conhecimento e informação acerca de comportamentos de risco e formas de prevenção, os jovens seguem apresentando esse tipo de conduta. Um dos possíveis fatores imbricados neste tema diz respeito às emoções como variável interveniente entre a intenção e a realização de comportamentos de risco. Estudo no contexto das escolas públicas da cidade de Canoas-RS, com jovens de terceiro ano do ensino médio. São avaliadas as experiências destes jovens nos comportamentos de risco no trânsito, conduta sexual sem proteção, consumo de álcool e drogas e enfrentamentos violentos. São avaliadas algumas emoções básicas no continuum antes, durante e depois da realização de determinado comportamento juntamente com outros aspectos relativos a atitudes, valoração de amigos e familiares, intenção de repetição, entre outros. Todos estes aspectos contemplados pela Teoria do Comportamento Planificado – TCP (Azjen 1988, 1991; Azjen e Madden, 1986), com exceção das emoções.

7. Estado de Saúde Bucal em Pacientes com Obesidade Mórbida Submetidos à Cirurgia Bariátrica.

Responsável: Dr. Airton Tetelbom Stein
Descrição: O aspecto bucal e os efeitos benéficos ou adversos da cirurgia bariátrica não têm sido adequadamente reportados na literatura, por este motivo é necessário investigar a situação de saúde bucal dos pacientes submetidos à cirurgia. Com base na literatura examinada, o objetivo do estudo será avaliar se a cirurgia bariátrica é determinante de melhora ou piora do um estudo bucal desta população. Nossa hipótese é a de que pacientes submetidos à cirurgia bariátrica apresente uma diminuição do fluxo salivar, aumento de inflamação gengival, erosão dentária e cárie dentária.

8. Estilos de vida de adolescentes escolares.

Responsável: Dra. Sheila Gonçalves Câmara
Descrição: O tema da saúde adolescente tem adquirido cada vez mais importância entre os pesquisadores e profissionais da área de saúde, especialmente no que tange a comportamentos de risco e o desenvolvimento de habilidades para a vida. Assim, este estudo tem como objetivo principal avaliar como os estilos de vida de escolares predizem seu bem-estar psicológico e satisfação com a vida. A amostra será de escolares de sétima série do ensino fundamental da rede pública estadual de Porto Alegre/RS.

9. Estudo clínico-epidemiológico das co-infecções do HIV com hepatites B e C, HTLV-I e II na população de um município de porte médio do Rio Grande do Sul (Canoas).

Responsável: Dr. Jorge Umberto Béria.
Descrição: Este projeto visa estabelecer as prevalências das co-infecções crônicas pelo HBV, HCV e HTLV-I e II na população de pacientes HIV-1 positivos atendidos no Serviço de Atendimento Especializado do município de Canoas, co-relacionando com fatores de risco, condições sócio-econômicas, etnia e período provável de início da infecção.
Serão incluídos no estudo todos os indivíduos maiores de 14 anos que consentirem em participar voluntariamente e que sejam pacientes atendidos no SAE/Canoas, atualmente.

10. Estudo de prevalência de base populacional das infecções pelos vírus das hepatites A, B e C nas capitais do Brasil.

Responsável: Dr. Airton Tetelbom Stein
Descrição: Existem escassos e limitados a áreas geográficas específicas, alguns inquéritos de base populacional, metodologicamente adequados, a respeito da prevalência do HAV, HBV e HCV. Faz-se necessária a obtenção de dados sobre a prevalência das hepatites A, B e C nas diferentes regiões do Brasil para que se identifique a magnitude do problema, possibilitando que as ações de saúde sejam adequadamente planejadas.

Os objetivos do estudo são:

  • Estimar a prevalência das infecções virais A, B e C, por meio dos marcadores virais para o conjunto das capitais em cada macrorregião e Distrito Federal, compreendendo as faixas etárias de 5 a 19 anos para a HAV e de 10 anos e mais para as HBV e HCV, avaliando variáveis biológicas, socioeconômicas e epidemiológicas;<
  • Identificar grupos de risco segundo variáveis biológicas, socioeconômicas e epidemiológicas;
  • Já foram publicados dados preliminares em revista indexada. Será realizado, em maio/2009, seminário promovido pelo Ministério da Saúde para divulgação do inquérito sobre a hepatite.
11. Exame periódico de saúde em uma unidade básica do SUS.

Responsável: Dr. Airton Tetelbom Stein
Descrição: O objetivo do projeto é realizar um rastreamento de adultos assintomáticos para identificação precoce de doenças crônico-degenerativas. Este projeto também irá identificar fatores de risco de doenças cárdiovasculares. Este projeto faz parte do grupo de pesquisa sobre promoção de saúde da ULBRA. Também será aplicado o mesmo instrumento de rastreamento em toda a Corporação da Brigada Militar da área metropolitana de Porto Alegre. Acadêmica de medicina da ULBRA apresentou resultados do estudo piloto sobre o exame periódico de saúde. No momento está ocorrendo a coleta de dados.

12. Fatores associados à gestação na adolescência: um estudo de casos e controles com jovens de 14 a 16 anos em Porto Alegre, RS.

Responsável: Dr. Jorge Umberto Béria.
Descrição: Este é um projeto multidisciplinar para um estudo de casos e controles, no qual os casos são todas as gestantes de 14 a 16 anos residentes em Porto Alegre no período de 2009-2010. Os controles são duas vizinhas do caso. Serão investigados diversos fatores de exposição que possam estar associados à gestação na adolescência, tais como aspectos psicossociais e familiares, escolaridade e desempenho escolar, saúde reprodutiva, uso de serviços de saúde e estilo de vida, dentre outros.

13. Fatores de Risco Associados ao Câncer de Pele em Agricultores Residentes em um Município do Sul do Brasil.

Responsável: Dr. André Preissler Loureiro Chaves.
Descrição: No Brasil, o câncer de pele é o tipo de câncer mais incidente para ambos os sexos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2008, ocorreram cerca de 115 mil casos novos de câncer não melanoma, sendo 55.890 entre homens e 59.120 nas mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 59 casos novos a cada 100 mil homens e 61 para cada 100 mil mulheres. Supõe-se que haja um considerável sub-registro devido ao subdiagnóstico e por ser uma neoplasia de excelente prognóstico, com taxas altas de cura completa, se tratada de forma adequada e oportuna. Apesar de sua baixa letalidade, a demora no diagnóstico pode ocasionar ulcerações e deformidades físicas graves. Este projeto será desenvolvido em conjunto pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA Canoas RS), Instituto Nacional do Câncer (INCA Rio de Janeiro RJ) e Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST Santa Maria RS) e será realizado no município de Nova Palma/ Rio Grande do Sul. Esse projeto constitui-se parte de um estudo maior que será desenvolvido pelo INCA que irá comparar dois municípios: um no Rio Grande do Sul (Nova Palma) e o outro no Rio Grande do Norte (Caicó). A escolha desses municípios se justifica pela similaridade de suas características, dentre elas: são trabalhadores rurais com pele e olhos claros, que se expõem excessivamente a radiação solar, tendo cobertura maior que 75% de Estratégia de Saúde da Família (ESF), desenvolvimento de agricultura familiar e culturas e utilizam largamente agrotóxicos em suas culturas (Nova Palma, soja e Caicó, algodão). Os trabalhadores rurais estão expostos a vários fatores de risco com: exposição ao sol e a substâncias químicas (agrotóxicos, fertilizantes e outros). A prática frequente, em grande parte da agricultura brasileira, do uso de múltiplos produtos tóxicos, por longos períodos, sem equipamento de proteção individual (EPI), em jornadas prolongadas com exposição ao sol e sem proteção para a radiação ultravioleta vem acarretando o surgimento de lesões precursoras de melanoma.

14. Gestação na adolescência: repercussões emocionais negativas em adolescentes de 14 a 16 anos moradoras de Porto Alegre, RS.

Responsável: Dra. Lígia Braun Schermann.
Descrição: A gestação na adolescência é considerada uma crise que se sobrepõe à crise da adolescência propriamente dita. Quando a adolescente ultrapassa esta etapa, enfrentando a gestação e a maternidade precoce, a experiência emocional torna-se particularmente difícil. Considerando que a vivência da maternidade exerce influência no futuro emocional da mãe e na relação que ela vai estabelecer com seu bebê, o objetivo do presente estudo é verificar a prevalência de indicadores emocionais negativos e fatores associados em mães adolescentes, com idade entre 14 e 16 anos, moradoras de Porto Alegre. O estudo é parte do projeto “Fatores associados à gestação na adolescência: um estudo de casos e controles com jovens de 14 a 16 anos em Porto Alegre, RS”.

15. História de abuso sexual e físico em mães adolescentes, com idade entre 14 a 16 anos, em Porto Alegre, RS.

Responsável: Dra. Lilian dos Santos Palazzo.
Descrição: Este é um projeto multidisciplinar, satélite de um estudo maior intitulado “Fatores associados à gestação na adolescência: um estudo de casos e controles com jovens de 14 a 16 anos em Porto Alegre, RS”. Embora alguns estudos apontem a presença de abuso sexual e/ou físico na história de gestantes adolescentes, as diferenças e vieses metodológicos de alguns fazem com que possibilidade de associação entre estas variáveis permaneça interrogada. Assim, este estudo tem como objetivo investigar, principalmente, a associação entre história de violência sexual e física, e gestação na adolescência.

16. Mobbing, gênero e cultura.

Responsável: Dra. Lilian dos Santos Palazzo
Descrição: Estudo transversal com uma amostra representativa de trabalhadores públicos municipais de uma cidade da região metropolitana de Porto Alegre, sobre mobbing (assédio moral) e outros problemas relacionados ao ambiente e organização do trabalho, tais como assédio sexual, síndrome de Burnout, consumo abusivo de álcool e fatores relacionados.

17. Prevalência e fatores associados à adesão na terapia atiretroviral em adultos de três centros urbanos do sul do Brasil.

Responsável: Dr. Jorge Umberto Béria
Descrição: O estudo pretende conhecer a adesão aos anti-retrovirais em pacientes com HIV/Aids em três centros urbanos do interior do Rio Grande do Sul. Também serão investigados fatores associados à adesão. Será utilizada metodologia quali-quanti.

18. Saúde do escolar: a escola promotora da saúde.

Responsável: Dra. Gehysa Guimarães Alves
Descrição: O projeto de pesquisa aqui apresentado vem ao encontro da proposta do Ministério da Saúde de investir na Saúde do Escolar como uma iniciativa promotora da saúde.
A partir da perspectiva da escola promotora da saúde, entende-se que deve ser desenvolvido um olhar mais cuidadoso para a realização de ações desenvolvidas em cada escola. A sociedade tem passado por transformações profundas, resultado dos avanços científicos, tecnológicos, sociais, econômicos e ambientais. Entretanto, ao mesmo tempo em que esses avanços se traduzem na melhoria da qualidade de vida das populações, trazem consigo grandes desigualdades nas condições de vida e saúde. Existem no mundo milhões de pessoas vivendo em situação de absoluta miséria e isso se reflete nas condições de saúde de todos os grupos populacionais. Nesse sentido, tem sido objeto de discussão em todo mundo a adoção de estratégias promotoras da saúde que incidam positivamente na vida de toda a população, cabendo aos países mais desenvolvidos auxiliarem os que estão em situação de maior vulnerabilidade. Nessa perspectiva, a Primeira Conferência Internacional de Promoção da Saúde aponta campos de ação onde se deve atuar para minimizar as iniqüidades sociais. São eles: elaboração de políticas públicas saudáveis; criação de ambientes favoráveis à saúde; participação popular; desenvolvimento de habilidades pessoais e reorientação dos serviços de saúde. Assim, a promoção da saúde vai muito além de atuar para favorecer estilos mais saudáveis de vida, ela deve caminhar na busca de maior bem estar global, individual e coletivo (WHO, 1986). Para que se possa atuar na busca de melhores condições de vida, é necessário trabalhar na perspectiva interdisciplinar e intersetorial, envolvendo todos os setores da sociedade: iniciativa privada, organizações não governamentais e sociedade civil, que devem atuar de forma integrada e planejada, realizando diagnósticos e intervenções adequadas a cada realidade (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 2004). A adoção do conceito de promoção da saúde pelo Ministério da Saúde (MS) exige que se estabeleçam estratégias intersetoriais que desencadeiem ações integradas com os mais diferentes setores da sociedade. A educação é um setor fundamental para desencadear ações que fortaleçam as capacidades individuais para a tomada de decisões favoráveis à saúde e à comunidade e para a criação de ambientes saudáveis. O MS afirma a necessidade de se trabalhar com a escola uma vez que o período escolar é fundamental para se trabalhar na perspectiva da promoção da saúde. Crianças, adolescentes e adultos vivem nesses ambientes momentos em que os hábitos e atitudes estão sendo desenvolvidos e revistos. No contexto da saúde do escolar, as áreas prioritárias para a promoção da saúde são: saúde mental; saúde oral; alimentação saudável; atividade física; ambiente escolar; promoção da segurança e prevenção de acidentes; saúde sexual e reprodutiva; educação para o consumo. É grande a gama de campos que é possível investir quando se trata da saúde do escolar. Apesar disso, pretende-se iniciar um trabalho com as escolas para discutir a necessidade de implantação de estratégias que contribuam para a consolidação de escolas promotoras da saúde. Assim, esse projeto propõe-se a caracterizar o perfil das escolas de Porto Alegre segundo nível de ensino, número de alunos e segurança alimentar e a caracterizar as escolas de ensino fundamental e médio segundo parâmetros da proposta Escola Promotora da Saúde. O primeiro objetivo deverá ser alcançado durante o ano de 2008, enquanto o segundo será trabalhado somente em 2009. A partir de então, pode-se traçar uma proposta de Escola Promotora da Saúde para o município de Porto Alegre.

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