PRESENÇA E CUIDADO
Ulbra Palmas leva atendimentos à comunidade indígena Brejo Comprido
Ação reuniu acadêmicos e levou saúde e conhecimentos em Tocantínia
A Ulbra Palmas realizou nesta quinta-feira, 11, uma grande ação de saúde junto aos moradores da comunidade indígena Brejo Comprido, no município de Tocantínia. A iniciativa reuniu professores e acadêmicos dos cursos de Medicina, Farmácia, Enfermagem, Biomedicina, Psicologia e Odontologia, além de profissionais do Distrito Sanitário Especial Indígena Tocantins (DSEI), em um dia de atendimentos voltados à promoção da saúde e ao fortalecimento da atenção primária na comunidade.
Mais do que levar serviços, a ação proporcionou momentos de troca, escuta e aprendizado entre universidade, profissionais e comunidade, fortalecendo a formação acadêmica e aproximando os estudantes de realidades que vão além da sala de aula.
No total, realizamos 390 atendimentos --- 175 na comunidade quilombola e 215 na aldeia indígena. Cada atendimento realizado reforça que aprender vai além da sala de aula --- é criar impacto, desenvolver sensibilidade e construir um futuro mais humano.
Para o reitor da Ulbra Palmas, Marcelo Müller, estar em contato com a comunidade e desenvolver ações que gerem impacto social faz parte da missão da universidade. "Estar em contato com a comunidade é uma das marcas da universidade e mais uma vez a Ulbra cumpre com seu papel social atuando na área da saúde juntamente com o DSEI na atenção primária às comunidades indígenas. Foi com muita alegria que os nossos cursos e demais áreas estiveram presentes na comunidade levando atendimento em saúde, proporcionando melhoria na qualidade de vida das pessoas e contribuindo para o bem-estar, somando esforços aos trabalhos já realizados pelo Estado. Para nós é uma grande alegria e certamente foram momentos de convivência muito importantes para a formação dos nossos acadêmicos", destacou.
A coordenadora do curso de Enfermagem e assessora da Medicina, Margareth dos Santos Amorim, também destacou o impacto da vivência para os acadêmicos. "O contato direto com a comunidade permite que os estudantes desenvolvam não apenas habilidades técnicas, mas também sensibilidade, empatia e compromisso social. Essas vivências aproximam o ensino da realidade da população e contribuem para a formação de profissionais mais humanos e preparados para atuar nas diferentes necessidades de saúde da sociedade", disse.
Ensino que leva a conhecer quem precisa
Além dos atendimentos realizados, a ação proporcionou aos estudantes a oportunidade de conhecer de perto outras realidades e compreender que a saúde acontece também no encontro com as pessoas e seus territórios.
A professora do curso de Medicina, Seyna Ueno, destacou que experiências como essa ampliam o olhar dos acadêmicos sobre o cuidado. "É muito gratificante ver o brilho nos olhos dos nossos acadêmicos quando entram em contato com a população indígena e conhecem uma realidade que eles não encontram dentro das quatro paredes da universidade. Eles conseguem vivenciar experiências que os livros não contam. É fantástico poder trocar conhecimentos e também aprender com as comunidades".
Sentimento compartilhado pela acadêmica do terceiro período de Medicina da Ulbra Palmas, Thalita Silvestre. "É muito enriquecedor porque a gente vem para cá e conhece uma realidade diferente da nossa. A saúde vai além de quatro paredes, ela é realmente para todos. Estar aqui na aldeia, conhecer outra cultura e perceber como fomos recebidos foi uma experiência incrível".
Para o médico da comunidade Brejo Comprido, Sérgio Gonçalves, o contato dos estudantes com o território indígena contribui diretamente para uma formação mais humana. "É uma honra receber os estudantes. É importante que esse contato aconteça desde cedo para que eles conheçam a realidade do Brasil. Antes de vestir o jaleco branco da profissão, é preciso vestir um jaleco de humildade, aprender a conhecer a cultura e respeitar aquilo que muitas vezes é diferente da sua realidade. Essa parceria entre universidade e comunidade indígena é muito importante".
Psicologia e o cuidado em contexto indígena
Entre as áreas presentes na ação esteve também a Psicologia, que atua de forma integrada com as demais profissões da saúde dentro da atenção indígena. "A participação dos estudantes junto ao povo indígena Xerente representa uma experiência formativa de grande relevância para a construção de uma Psicologia ética, crítica e socialmente comprometida. Mais do que uma atividade acadêmica, essa ação de extensão possibilita o encontro entre diferentes saberes e amplia a compreensão sobre a diversidade de modos de vida existentes em nosso país", disse o coordenador-adjunto da Psicologia Ulbra Palmas, Luiz Santana.
A psicóloga do Polo de Tocantínia, Ítila Cristina Ferreira, destacou que a presença da universidade fortalece o cuidado ofertado às comunidades. "Mesmo com os avanços das políticas públicas, ainda existem desafios e limitações. A presença da universidade fortalece o nosso trabalho porque amplia os atendimentos e contribui diretamente com o cuidado prestado às comunidades".
A ação reforça o compromisso da Ulbra Palmas com a extensão universitária e com uma formação que aproxima conhecimento, prática e responsabilidade social.
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