ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA DE GÊNERO
ULBRA Itumbiara instala Banco Vermelho no Campus I
Espaço permanente promove reflexão sobre violência contra a mulher
A ULBRA Itumbiara instalou, no dia 24 de setembro, o Banco Vermelho no Campus I. A iniciativa transforma um espaço de circulação da comunidade acadêmica em um ponto permanente de conscientização sobre o enfrentamento da violência contra a mulher. A ação foi realizada no horário de entrada dos estudantes e reuniu alunos, professores, colaboradores e convidados.
A cerimônia marcou a instalação do banco como um símbolo de reflexão, diálogo e mobilização dentro da instituição. A proposta é manter presente, no cotidiano acadêmico, a discussão sobre a violência contra a mulher e estimular a comunidade a reconhecer diferentes situações de violência, buscar orientação e contribuir para o enfrentamento desse cenário.
Durante a abertura, a coordenadora da Clínica-Escola de Psicologia e professora do curso de Psicologia, Karyna Santos Almeida Brito, contextualizou a iniciativa e destacou o propósito de transformar o banco em um símbolo permanente de conscientização.
"A intenção com a instalação do Banco Vermelho é de que ele seja um símbolo do enfrentamento à violência contra as mulheres. A nossa intenção é orientar quais são os tipos de violência contra a mulher e evitar que essas mulheres sejam silenciadas. E que as denúncias sejam estimuladas", explicou Karyna.
Na sequência, as estudantes do curso de Psicologia Maria Eduarda Medeiros Nascimento e Nathalia Rodrigues Sussuarana, convidadas a participar da cerimônia, contribuíram com reflexões sobre as diferentes formas de violência e a importância da informação, do acolhimento e da denúncia.
Maria Eduarda destacou que a conscientização precisa alcançar não apenas as mulheres que vivenciam situações de violência, mas também as pessoas ao redor, que podem contribuir para que esses casos sejam reconhecidos e não sejam ignorados.
"O Banco Vermelho vem para conscientizar sobre os vários tipos de violência contra a mulher, o que não pode passar despercebido não só pela vítima, mas por todos nós. Trazer informações e conscientizar é uma forma de ajudar essas pessoas a entender que essa situação não pode ser ignorada e a se sentirem em um lugar seguro para se abrir", afirmou.
A estudante também mencionou o papel da Clínica-Escola de Psicologia como espaço de apoio e orientação, conforme apresentado durante a ação, e reforçou a importância de conhecer os caminhos disponíveis para buscar ajuda e realizar denúncias.
"A Clínica-Escola pode atender esses casos, apoiando em situações de medo e conscientizando a vítima de que ela pode denunciar, pois existem canais de denúncia", acrescentou Maria Eduarda.
A participação de Nathalia ampliou a discussão ao abordar formas de violência que podem ser menos reconhecidas no cotidiano. A estudante ressaltou que, além da violência física, existem as violências sexual, moral, psicológica e patrimonial, além da violência vicária, caracterizada pelo uso dos filhos como instrumento para atingir a vítima.
"Muitas mulheres não têm essa consciência. Que este banco possa conscientizar sobre todos os tipos de violência contra a mulher, pois isso é muito sério. Violência contra a mulher é crime e tem que ser denunciada", destacou Nathalia.
A estudante também chamou atenção para a importância de substituir o julgamento pelo acolhimento e pela conscientização. Segundo ela, compreender os diferentes fatores que podem manter uma mulher em uma situação de violência é fundamental para que a comunidade possa oferecer apoio adequado.
"Muitas vezes julgamos as mulheres ao invés de apoiá-las e conscientizá-las. Muitas mulheres não estão em um relacionamento por dependência financeira, mas por dependência emocional. Que possamos ajudar essas mulheres a sair deste ciclo", afirmou.
O momento de inauguração foi marcado pela retirada da cobertura do banco, revelando a mensagem gravada no local: "A violência contra a mulher é crime! Denuncie! Ligue 180 -- 190 -- 197."
A partir da instalação, o Banco Vermelho permanece como um símbolo de conscientização no espaço acadêmico. A iniciativa busca estimular a reflexão sobre as diferentes formas de violência contra a mulher e reforçar a importância do acolhimento, da orientação e da denúncia.
Mais do que um elemento instalado no campus, o banco representa uma mensagem permanente para a comunidade acadêmica: a violência contra a mulher não deve ser naturalizada, silenciada ou ignorada. A proposta da ação sintetiza um caminho de conscientização que passa por reconhecer, acolher, buscar ajuda e denunciar.
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