REDE DE APOIO
Os desafios da inclusão autista são tema de debates na Ulbra
Palestras, debates e apresentações culturais fizeram parte da programação
Um encontro dedicado à inclusão e ao Transtorno de Espectro Autista (TEA). Assim foi o Congresso Proteagonistas promovido pelo Centro de Atendimento em Saúde (CAS) TEAcolhe - Novo Hamburgo, que integra o Programa Estadual de Atendimento a Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo. O evento ocorreu na terça-feira (4) no auditório do Prédio 1 do campus Canoas da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) e reuniu neurologistas, psicólogos, psiquiatras, professores e pais atípicos para debater o tema.
O Censo Demográfico 2022 identificou 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico de TEA, o que corresponde a 1,2% da população brasileira. Na palestra de abertura sobre "Autismo em foco: horizontes de cuidado e inclusão", a médica psiquiatra Larissa Garcia destacou que, a cada três diagnósticos de autismo, um é na fase adulta e que há muitos desafios no mercado de trabalho. "Há uma estimativa de que 85% dos adultos autistas no Brasil estão fora do mercado. Esse é um grupo esquecido e temos que ampliar o olhar e ter esse debate para que a pessoa possa se entender na sociedade", ressaltou.
Já a neuropediatra Natasha Mata falou sobre a importância do trabalho com a rede de apoio envolvendo família, escola e terapeutas. "O cuidador também precisa estar bem assistido. Pesquisas em neurodesenvolvimento indicam que ambientes emocionalmente seguros contribuem para o desenvolvimento da autorregulação e da autoestima das crianças."
Direitos e convívio
Durante o evento ainda ocorreram palestras sobre o brincar como ponte de inclusão, o neurodesenvolvimento e olhares e perspectivas sobre o autismo na vida adulta, além de apresentações culturais da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Esteio e da jovem autista e estudante de psicologia Eduarda Guerin, que tocou violino e cantou. Ela e a mãe Rosemeri Guerin abordaram as dificuldades em garantir os direitos do autista, a exclusão social e a luta por um diagnóstico correto.
O congresso foi encerrado com a palestra "Inclusão amorosa: diversidade e pluralidade" com a jornalista e publicitária Isabel Ferrari, que trouxe sua experiência com o filho João Pedro, 15 anos, que foi diagnosticado com autismo aos 3 anos. Conhecida por seu ativismo, Isabel abordou temas como inclusão escolar, a realidade da maternidade atípica e defende a visão de que a pessoa com autismo deve ser vista além do laudo, como um indivíduo único.
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