Cultura
Palestra aborda o papel da imprensa durante o Golpe de 64
Escritor Juremir Machado participou do Agosto Cultural ULBRA
A ULBRA Gravataí recebeu na noite de quarta-feira (20.08), no auditório, o jornalista e escritor Juremir Machado da Silva. Doutor em Sociologia da Cultura, Juremir ministrou a palestra ‘Golpe de 1964: nunca mais este cale-se’ sobre o papel da imprensa e os fatos que antecederam o período da ditadura. A atividade fez parte das comemorações dos 42 anos de ULBRA no Brasil e integra a programação do Agosto Cultural da Universidade.
Colunista de jornal e apresentador de programa de rádio, Juremir iniciou a sua fala explicando os motivos de se estudar o passado do País. “A história é uma grande novela em que homens tentam mudar o destino, tomando decisões que alteram o rumo das coisas”, comentou. Sobre o golpe militar, disse que o tema ressoa forte este ano em função dos 50 anos do movimento realizado no dia 31 de março de 1964. “O Brasil viveu momentos terríveis nos 21 anos de duração do regime ditatorial com um saldo de 200 mil detidos, 50 mil presos, 20 mil torturados e 400 mortos”, destacou.
Autor de obras que cobrem o período de 1930 a 1964, como Getúlio, 1930 - Águas da Revolução, Vozes da Legalidade - Política e Imaginário na Era do Rádio e Jango – A Vida e a Morte no Exílio’, Juremir autografou no final da palestra o seu mais recentemente livro - 1964: Golpe Midiático-civil-militar - em que afirma que os grandes jornais estimularam a derrubada do governo de João Goulart. “A imprensa teve um papel importante, nem sempre elogiável, na Revolução de 1930, no episódio do suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, e na chegada dos militares ao poder, em 1964”, ressaltou. “Só que a imprensa achou que estava manipulando os militares, mas foi o contrário”, acrescentou.
A linha dura adotada pelos militares fez com que alguns jornalistas e veículos de comunicação voltassem atrás no seu posicionamento a favor do golpe. “O Correio da Manhã levou alguns dias para se dar conta de que a derrubada de Jango havia sido um péssimo negócio, já a Folha de São Paulo levou 50 anos para fazer a sua mea culpa”, comentou. “A imprensa brasileira deve mais explicações à população brasileira”, concluiu.
Questionado sobre os movimentos que pedem a volta da ditadura, o jornalista lembrou que a liberdade de expressão que temos hoje foi conquistada com sangue. “Um dos exercícios mais praticados hoje em dia é a crítica à democracia. Contudo, a democracia é um remédio para si mesma. Não se cura os males de uma forma de governo com uma ditadura. Uma sociedade melhor é mais complexa e exige mais cuidados”, alertou.
O Agosto Cultural ULBRA segue até o dia 02 de setembro de 2014 com shows, exposição fotográfica, artesanato, música e dança. A programação completa está disponível no site www.ulbra.br/agosto-cultural.
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