VIVÊNCIAS
Estudantes da Ulbra Palmas vivenciam os desafios da acessibilidade
Atividade reforçou a importância da empatia e da inclusão na sociedade
Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo vão muito além de cálculos estruturais e pranchetas de desenho: envolvem, sobretudo, compreender como as pessoas ocupam e sentem o espaço urbano. Foi com essa premissa que futuros arquitetos, urbanistas e engenheiros civis da Ulbra Palmas vivenciaram uma experiência imersiva de acessibilidade durante as atividades da disciplina de Segurança do Trabalho, Acessibilidade e Ambiente.
A iniciativa combinou relato de vida, vivência sensorial e experimentação motora para transformar conceitos teóricos em empatia projetual. A programação teve início com um bate-papo conduzido por Cleis B. Dias, acadêmica de Psicologia e pessoa com deficiência. Ao compartilhar suas vivências diárias, Cleis lançou luz sobre as barreiras arquitetônicas e atitudinais que aqueles que navegam pela cidade com limitações de mobilidade enfrentam diariamente.
Após a conversa, os estudantes deixaram o papel de observadores para encarar a arquitetura sob um novo ângulo. Equipados com cadeiras de rodas, andadores e muletas, eles percorreram diferentes terrenos, rampas e superfícies do campus. A experiência prática revelou como detalhes que costumam passar despercebidos em um projeto --- como um pequeno desnível, a inclinação inadequada de uma rampa ou o tipo de piso escolhido --- podem se transformar em obstáculos intransponíveis para quem busca autonomia.
Para expandir o debate além da dimensão física, a atividade também apresentou materiais e livros em Braille, destacando a relevância da acessibilidade comunicacional na construção de ambientes verdadeiramente inclusivos.
"Ao integrar conhecimento técnico, diálogo e experiência prática, a atividade reforça a importância de uma formação profissional capaz de aproximar os futuros arquitetos e urbanistas e engenheiros civis das diferentes realidades presentes na sociedade. A experiência contribui para que os estudantes desenvolvam um olhar mais atento às necessidades dos usuários e compreendam que projetar com acessibilidade significa, sobretudo, projetar considerando a diversidade humana", destacou Fernanda Abreu, professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da instituição.
A ação foi realizada em parceria com o Núcleo Alteridade e contou com o suporte do curso de Fisioterapia da Ulbra Palmas, responsável pela cessão dos equipamentos de mobilidade. A cooperação interdisciplinar reforça o compromisso da instituição em formar profissionais com visão humanizada e preparados para desenhar cidades para todas as pessoas.
Por Morgana Erlo estagiária sob supervisão de Karoliny Santiago
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