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Estudantes criam ferramenta que detecta deepfakes e imagens manipuladas
Acadêmico da Ulbra Palmas está entre os desenvolvedores da plataforma
A disseminação de conteúdos falsos na internet tem preocupado especialistas e usuários em todo o mundo. Diante desse cenário, uma dupla de estudantes desenvolveu uma solução tecnológica que promete ajudar a identificar manipulações digitais com rapidez e precisão.
A ferramenta, chamada Vortex Check, utiliza inteligência artificial para analisar imagens, vídeos, áudios e até notícias, identificando possíveis adulterações, como deepfakes, conteúdos gerados por IA e edições digitais.
O sistema foi criado por Weversson Lucas Vital da Silva, acadêmico do curso de Ciência da Computação da Ulbra Palmas, no Tocantins, e Vitor Benedett Caldas, estudante de Sistemas de Informação da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó), em Santa Catarina.
A proposta é permitir que qualquer pessoa consiga verificar, em poucos segundos, se um conteúdo que circula nas redes sociais é verdadeiro ou manipulado --- uma necessidade cada vez mais urgente no cenário digital atual.
Segundo Weversson, a ideia surgiu diante do aumento da desinformação, especialmente em períodos mais sensíveis, como o eleitoral. "As eleições deste ano vão ser pesadas na manipulação. Por isso criamos o Vortex Check. É uma plataforma para bater de frente com a desinformação. O sistema analisa tudo na hora. Ele checa notícias, verifica fotos, detecta áudios forjados por inteligência artificial e identifica vídeos de deepfake. A inovação é entregar essa defesa direto para a sociedade. É uma ferramenta totalmente neutra e baseada em fatos", afirma.
Demonstrações comprovam eficiência da ferramenta
Durante apresentações, os estudantes utilizaram exemplos reais para demonstrar o funcionamento do sistema. Um dos casos analisados foi uma imagem da princesa Kate Middleton, que ganhou repercussão internacional após suspeitas de manipulação digital. Ao ser submetida ao Vortex Check, a fotografia apresentou indícios de edição, com alta probabilidade de alteração detectada pela plataforma.
Outro teste envolveu uma imagem totalmente criada por inteligência artificial. Nesse caso, o sistema conseguiu identificar padrões característicos de geração sintética, classificando o conteúdo como provavelmente produzido por IA.
As demonstrações evidenciam o potencial da ferramenta em auxiliar usuários comuns a reconhecer conteúdos falsos, que muitas vezes circulam rapidamente nas redes sociais.
"A criação de uma plataforma como o Vortex Check demonstra como estudantes de tecnologia podem transformar conhecimento técnico em soluções com impacto social. Vivemos um momento em que a inteligência artificial também está sendo usada para manipular conteúdos digitais, o que exige novas ferramentas de verificação. Projetos como esse mostram o papel da universidade na formação de profissionais capazes de desenvolver tecnologias que contribuam para a sociedade", disse o professor mestre Fabiano Fagundes.
Parceria construída à distância
Mesmo em estados diferentes, os desenvolvedores criaram o projeto de forma totalmente remota. A parceria começou durante um curso de Pentest Profissional da Desec Security, voltado à área de cibersegurança.
"A nossa parceria é 100% digital. Eu sou do Tocantins e o Vitor é de Santa Catarina. Nós nos conhecemos no curso de Pentest Profissional da Desec Security. Tivemos destaque logo na primeira fase do treinamento e começamos a trocar ideias. A sintonia técnica foi imediata. Compartilhamos a mesma preocupação com a cibersegurança e com a manipulação de informações no país. Decidimos unir forças à distância. Foi assim que construímos a plataforma", explica Weversson.
Tecnologia aliada ao combate à desinformação
O Vortex Check combina técnicas de análise forense digital, inteligência artificial e verificação de dados para examinar conteúdos online. A plataforma identifica padrões de manipulação, inconsistências em arquivos e características típicas de mídias geradas artificialmente.
Além da inovação tecnológica, o projeto também carrega um forte impacto social. A proposta é democratizar o acesso a ferramentas de verificação e contribuir para a redução da desinformação, que tem impactos diretos na sociedade.
A plataforma segue em desenvolvimento e deve ganhar novas funcionalidades nos próximos meses, ampliando sua capacidade de análise e acompanhando a evolução das tecnologias de manipulação digital.
Por Karoliny Santiago - Assessora de Comunicação Ulbra Palmas
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