Leishmaniose no RS: 1º caso foi diagnosticado pela ULBRA
Theo, um cão doméstico da raça Pug, de quatro anos, foi o primeiro caso diagnosticado, de Leishmaniose no Rio Grande do Sul
Da cidade de São Borja, trazido em outubro passado pela professora do curso de Medicina Veterinária da ULBRA, Maria Inês Witz, o animal apresentava problemas de pele, emagrecimento, perda de dentes, crescimento e amolecimento das unhas, entre outros sintomas. A equipe multidisciplinar de médicos do Hospital Veterinário da ULBRA submeteu o cão a uma intensa maratona de exames. A combinação de resultados com os sinais clínicos levaram à suspeita da leishmaniose visceral, confirmada após a biópsia de pele, medula e fígado que apresentou a presença dos parasitos da doença.
A Leishmaniose, conhecida também como Calazar em algumas regiões, é causada pelo protozoário Leishmania chagasi, através da picada do mosquito palha ou birigui em cães domésticos e silvestres. A doença é grave, contagiosa e transmitida para humanos. Em cães, o parasito atinge o sistema linfático, fígado e medúla óssea. A Organização Mundial da Saúde recomenda a eutanásia nos animais já que os animais mesmo curados permanecem como reservatórios da doença. Em humanos a doença se manifesta na pele e órgãos, o diagnóstico precoce é a garantia de um tratamento com sucesso.
Theo, o pug, foi eutanasiado no HV da ULBRA e seu caso encaminhado ao Centro Estadual de Vigilância em Saúde e Instituto Fiocruz, em novembro. Até então, todos os casos de leishmaniose visceral no Rio Grande do Sul eram de cães provenientes de outros estados, onde a doença existe. Este é o primeiro nativo do Estado.
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