HUMANIZAÇÃO
Ações de saúde da ULBRA transformam comunidades indígenas no Tocantins
Acadêmicos vivenciam na prática a humanização do cuidado ao próximo
A formação de bons profissionais vai além do conteúdo apresentado em sala de aula. Muitas vezes, o diferencial está em um conhecimento humanizado, marcado pela escuta, pela troca e pela presença - elementos que contribuem não apenas para a formação profissional, mas também para o desenvolvimento humano dos acadêmicos. É nesse contexto que se insere o trabalho realizado pela instituição junto às comunidades indígenas do Tocantins.
Por meio de ações de extensão realizadas em parceria com a Fundação ULBRA, estudantes dos cursos de Medicina, Enfermagem e Odontologia vivenciam, na prática, a integração entre ensino, serviço e comunidade. As atividades acontecem em diferentes regiões do estado, levando atendimentos de saúde, orientações e, principalmente, promovendo o contato direto com realidades diversas.
Para o diretor da Ulbra Medicina Palmas e reitor da Ulbra Palmas, Marcelo Müller, esse tipo de vivência é essencial para a formação acadêmica. "Conhecimento aliado à prática no dia a dia. É assim que a Ulbra Palmas se posiciona. Nossos alunos atuam diretamente com a comunidade e compreendem, de forma mais profunda, o papel social da profissão", destacou.
As ações também reforçam a importância de compreender as particularidades da saúde indígena. Para o coordenador distrital de saúde indígena do Tocantins, Harã Javaé, a parceria com a universidade tem gerado resultados positivos. "Essa aproximação tem crescido cada vez mais, e isso é muito importante para o fortalecimento do atendimento nas comunidades", ressaltou.
Experiências que marcam
Na Odontologia, as ações têm papel fundamental na promoção da saúde bucal. Em uma das iniciativas, realizada em 2025 na Aldeia Pedra Branca, em Itacajá, mais de 200 indígenas foram beneficiados, com atendimentos clínicos, atividades educativas e ações preventivas. Além disso, os acadêmicos realizam levantamentos epidemiológicos, contribuindo para um planejamento mais eficaz das ações de saúde.
Para o professor Ricardo Franklin, acompanhar os estudantes nessas experiências também é um processo de transformação. "A saúde indígena nos ensina sobre cuidado, escuta e respeito. É um momento em que o acadêmico compreende que a atuação profissional vai muito além da técnica", destacou.
A vivência também marca profundamente os estudantes. O acadêmico Victor Rodrigues, do 9º período de Odontologia, relata que a experiência nas aldeias foi determinante para sua formação. "As visitas às aldeias indígenas proporcionadas pela Ulbra foram experiências únicas, em que pudemos atuar diretamente com a comunidade. A mais marcante foi a última, quando permaneci por três dias na área pediátrica e no acolhimento aos pacientes, conhecendo de perto a odontologia comunitária e a realidade dos povos indígenas."
Segundo ele, o impacto vai além da prática clínica: "No lado profissional, esse tipo de vivência torna o nosso olhar mais humanizado. Saímos da zona de conforto, conhecemos novas culturas e compreendemos a importância de enxergar a pessoa além do paciente. Esse é o nosso diferencial."
Ensino com propósito
O contato com as comunidades também proporciona uma troca que vai além da assistência. "É uma experiência muito rica, tanto do ponto de vista científico quanto humano e intercultural", afirmou a professora da Ulbra Medicina, Seyna Ueno.
Entre os estudantes, o impacto é imediato. A acadêmica de Medicina, Ana Luísa Leal, destaca: "Esse contato direto com as pessoas, especialmente com as crianças, é algo que levamos para a vida."
Já a estudante de Enfermagem, Luana Carvalho, reforça: "É uma realidade diferente da que estamos acostumados, e isso nos proporciona muito crescimento. Só gratidão."
As iniciativas também passaram por outras comunidades, como a Aldeia São João, em Formoso do Araguaia, ampliando o alcance das ações e fortalecendo o compromisso da instituição com a promoção da saúde e da qualidade de vida.
Ensino de qualidade
Mais do que aplicar conhecimentos técnicos, os acadêmicos são desafiados a desenvolver sensibilidade, empatia e respeito às especificidades culturais de cada comunidade. Trata-se de uma experiência que amplia o olhar e fortalece o compromisso social com a profissão.
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