Pelo fim do feminicídio
Ulbra Santarém apoia ações de combate à violência contra a mulher
Apoio reforça responsabilidade social da instituição de ensino.
A Ulbra Santarém participou, ao longo do mês de março, de uma série de atividades voltadas à sensibilização da sociedade no enfrentamento à violência contra a mulher, reforçando seu compromisso com a promoção da equidade de gênero e a construção de uma sociedade mais justa.
Nos dias 26 e 27 de março, a coordenadora do curso de Engenharia Civil, Patrícia Philippsen, representou a instituição no V Fórum de Mulheres do Baixo Amazonas. Durante o evento, a docente dialogou com representantes do Ministério das Mulheres, incluindo a coordenadora Kaline, fortalecendo a articulação institucional.
Na ocasião, foram apresentadas diretrizes e iniciativas do Ministério, com destaque para programas voltados à promoção da equidade de gênero em áreas historicamente masculinizadas, como a Engenharia. A participação abriu caminho para futuras parcerias entre as instituições.
"Iniciamos o alinhamento de possibilidades para futuras parcerias entre o Ministério das Mulheres e a Ulbra Santarém, com o objetivo de viabilizar ações conjuntas, projetos acadêmicos e iniciativas que promovam o acesso, a permanência e o desenvolvimento de mulheres na Engenharia. Seguimos empenhados em ampliar essas articulações, buscando oportunidades que fortaleçam a formação acadêmica e contribuam para a construção de um ambiente mais equitativo e inclusivo", destacou a docente Patrícia.
Já no dia 31 de março, os cursos de Direito e Engenharia Civil da Ulbra Santarém participaram da programação de conscientização e combate à violência contra a mulher promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Santarém. A agenda incluiu uma roda de conversa com o tema "Violência contra a Mulher e Feminicídio na Amazônia: Desafios Estruturais, Interseccionalidades e Caminhos de Proteção", além de uma caminhada pelas ruas de Santarém, com o objetivo de sensibilizar a população, promover a cultura de paz, dar visibilidade à rede de proteção à mulher e fortalecer o compromisso das instituições públicas.
A professora do curso de Direito, Lorena Honorato, participou do debate e ressaltou a necessidade de ações concretas e integradas no enfrentamento à violência. "Sair da violência exige muito mais do que coragem. Exige estrutura, política pública e uma rede que funcione. Devemos trabalhar com a reconstrução, com a autonomia e com a possibilidade de vida. Não basta termos uma lei que protege mulheres; precisamos de uma realidade que não as empurre de volta para a violência. Enquanto os dados crescerem, enquanto a proteção falhar e enquanto essas mortes continuarem previsíveis, não estaremos diante de tragédias, mas de um fracasso coletivo", afirmou.
Estudantes e professores da instituição também participaram da caminhada, levando cartazes e faixas que reforçaram a luta pelo fim do feminicídio e do preconceito enfrentado por mulheres em diferentes áreas profissionais.
A participação da Ulbra Santarém nas ações reforça o papel da universidade como agente transformador, promovendo não apenas a formação acadêmica, mas também o engajamento social em pautas fundamentais para a sociedade.
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