IDENTIDADE AFRO-BRASILEIRA
Neabi marca presença em Congresso Nacional de Pesquisadores Negros
Professores da Ulbra falaram sobre transgressão feminina e ancestralidade
O XIII Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as (XIII Copene), que ocorreu de 9 a 13 de setembro em Belém, Pará, reuniu cerca de 4 mil participantes em uma programação que incluiu conferências, mesas-redondas, lançamentos de livros e uma rica agenda cultural. O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) marcou presença no evento, cujo foco era discutir sobre questões cruciais para a população negra.
Conforme a coordenadora do Neabi, professora Cristina Gamino, é de extrema importância que a Universidade participe deste encontro. "É uma oportunidade para promover pesquisas sobre temas fundamentais, como gênero, raça, identidade e educação para as relações étnico-raciais. Além disso, debatemos a importância dos Neabis, questões relacionadas a quilombos e outros assuntos pertinentes à população negra brasileira", ressalta.
Transgressão feminina e ancestralidade
Por meio do trabalho intitulado: "Os Corpos e Obá Contemporânea -- De Helena do Sul", Cristina buscou promover discussões sobre as literaturas e a produção de conhecimento de mulheres afrodiaspóricas da América Latina e Caribe.
Segundo a professora, o objetivo é integrar análises críticas e refletir sobre como os sistemas de poder e privilégio moldam a produção de conhecimento. Ela destaca a escrita como um ato de transgressão e resistência feminina, enfatizando seu papel crucial na contestação de estruturas opressivas.
"É fundamental compartilharmos saberes ancestrais e materiais educativos que promovam a diversidade e combatam a discriminação", ressaltou o professor Diego Machado, que falou sobre práticas bem-sucedidas de Neabis e coletivos negros, em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena.
De acordo com Machado, o conceito de quilombismo resgata a resistência da comunidade negra, alinhando-se com o movimento político e cultural que promove a valorização da identidade e a preservação das tradições afro-brasileiras.
Thamiriz Amado
Assessoria de Comunicação Ulbra
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