Projetos de Pesquisa

Os projetos integradores do Mestrado em Promoção da Saúde, Desenvolvimento Humano e Sociedade

LINHA DE PESQUISA DESENVOLVIMENTO HUMANO

COMUNICAÇÃO INTERCULTURAL SOBRE SAÚDE

Resumo: Os processos de comunicação em saúde têm sido reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como determinantes da qualidade e da segurança na prestação de cuidados aos usuários dos serviços de saúde. O papel da comunicação nos erros e adventos adversos é evidente. A comunicação e o desenvolvimento de competências comunicacionais por parte dos técnicos de saúde e dos usuários é, entretanto, um fenômeno complexo. Para além das habilidades comunicacionais, ela envolve o jogo de relações de poder, tanto dentro das instituições, como no enquadre dos diferentes grupos sociais e culturais. Enquanto cultura, a comunicação ainda envolve as distintas concepções de corpo, saúde e doença, relativas aos diferentes grupos sociais. Neste caso, a busca de um referencial educacional e comunicacional comum a técnicos e usuários é fundamental. Por fim, a comunicação intercultural sobre saúde envolve também uma dimensão ética, relativa a um projeto de sociedade democrática que contemple a acessibilidade, a qualidade, a equidade, os direitos humanos e a cidadania em saúde. Esta pesquisa investiga o campo da comunicação aplicado à saúde, utilizando recursos metodológicos qualitativos e quantitativos a fim de dar conta da complexidade do referido objeto de estudo.

Coordenação: Honor de Almeida Neto

ENVELHECIMENTO, FATORES ASSOCIADOS E VULNERABILIDADE

Resumo: A pirâmide etária da população brasileira vem sofrendo uma inversão. As quedas nas taxas de natalidade associadas a uma maior expectativa de vida levam a uma modificação no percentual de idosos no Brasil. Essa modificação no perfil da população já foi descrita em diversos países europeus, e fez com que esses tomassem medidas para melhor atender sua população em diversas áreas, desde a saúde até aspectos socioeconômicos. No Brasil poucos estudos avaliam a prevalência e as particularidades da vulnerabilidade do idoso brasileiro. O envelhecimento saudável é um desafio que pode ser influenciado por inúmeros fatores (muitos deles escolhas tomadas durante a idade adulta). Avaliar quais são os fatores que tornaram um indivíduo idoso em uma pessoa vulnerável ou não pode ser uma estratégia que auxilie na tomada de decisões em estratégias de saúde pública. O VES-13, por exemplo, é um instrumento muito utilizado para rastrear o risco de fragilidade em idosos (sendo sua aplicação recomendada pelo Ministério da Saúde na Caderneta de Saúde do Idoso). Este estudo mapeia a prevalência de vulnerabilidade em diferentes regiões do Brasil levando em consideração suas particularidades; além de mapear quais são os fatores mais relacionados à vulnerabilidade na população de idosos do Brasil. 

Coordenação: Luiz Carlos Porcello Marrone

FELICIDADE, TRABALHO E PROMOÇÃO DA SAÚDE

Resumo: O conhecimento sobre temas como a percepção de felicidade e trabalho na perspectiva da promoção da saúde é um importante preditor de qualidade de vida e aponta a experiência interna de cada indivíduo. A pesquisa visa conhecer a percepção e representação social de felicidade e trabalho dos sujeitos de diversos grupos populacionais e sua influência na vida de relações e no desenvolvimento humano e social desses indivíduos. Este estudo investiga como o sentimento de felicidade interfere na vida familiar, social e do trabalho. Os dados são analisados pela técnica de análise de conteúdo temática e a análise da representação social pela teoria do núcleo central. A melhor percepção de felicidade e saúde dos trabalhadores também promoverá melhora da qualidade dos serviços prestados à população e diminuição dos índices de absenteísmo.

Coordenação: Dóris Cristina Gedrat

IDENTIDADE, TOLERÂNCIA E EMANCIPAÇÃO

Resumo: A ressignificação da história de vida é propiciada pela construção de narrativas autobiográficas significativas e coerentes. Uma produção autobiográfica implica na reconstrução narrativa dos eventos passados e de seu próprio processo histórico. Este projeto estuda a trajetória de vida de pessoas adultas em seu lidar com a identidade, tolerância, discriminação e emancipação. Ele insere-se no campo das narrativas psicológicas, que prevê a reorganização da própria história como elemento fundamental na produção de resiliência e, portanto, como fator de proteção em relação a situações de vulnerabilidade. Esta pesquisa organiza-se no campo da Pesquisa-ação, a qual prevê o entre cruzamento de pesquisa e intervenção, seguindo o modelo da investigação em Histórias de Vida. A pesquisa é desenvolvida a partir da construção das histórias de vida do grupo populacional selecionado. Além do "Conte a sua história", onde os participantes narram suas trajetórias de vida, é possível buscar traços mnemônicos da história de vida dos participantes enfatizando memórias e lembranças que interferiram na sua vida. É solicitado um testemunho público para os outros e para a nova geração, a fim de deixar um marco de memória para que o que aconteceu seja lembrado, não seja esquecido e não se repita. Essa estratégia de intervenção produz reflexões e novos posicionamentos em relação às dificuldades enfrentadas pelo grupo.

Coordenação: André Guirland Vieira

PROMOÇÃO DA SAÚDE MATERNO-INFANTIL, DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Resumo: A promoção da saúde materno-infantil e a primeira infância vêm recebendo destaque devido ao potencial de prevenção que as intervenções nessa área apresentam. Com este estudo, está sendo possível implementar ações interdisciplinares sistemáticas para promoção da saúde materno-infantil às gestantes e puérperas, a bebês e crianças com suas famílias. Sob o delineamento de um projeto integrado e com estudos transversais, os instrumentos de avaliação investigam intervenções em grupo para acompanhamento dos aspectos psicológicos e fatores emocionais envolvidos no relação mãe-bebê, as representações maternas sobre o bebê na gestação, o apego materno-fetal, vinculação parental, ansiedade, depressão, além de transtornos mentais comuns nessa população. Além disso, na infância, especialmente os aspectos escolares e de socialização refletem a interação anterior da criança em seu ambiente. Tais fenômenos também repercutem na saúde mental da criança são investigados sob a ótica dos diferentes impactos das vivências infantis no contexto familiar e escolar. Já na adolescência torna-se eminente investigar temas conflitivos e planejar intervenções promotoras de saúde, que se tornam preventivas ao longo do ciclo vital, em diferentes contextos nos quais se insere essa população que vão desde a sexualidade, a transição para a parentalidade, consolidação da identidade até os aspectos socioeconômicos e os ligados à escolaridade dos adolescentes.

Coordenação: Aline Groff Vivian

QUALIDADE DE VIDA NA PROMOÇÃO DA SAÚDE

Resumo: O conceito de qualidade de vida é muito abrangente. São múltiplos os fatores que determinam a qualidade de vida de pessoas e comunidades, estes implicam na compreensão das experiências, vivências, conhecimentos e valores individuais e coletivos. Não se limita a saúde física, abrange, também o estado psicológico, as relações sociais, o nível de independência, e até a sua relação com o meio ambiente.  Analisar esses fatores poderão auxiliar no impacto sobre a saúde geral do indivíduo e de populações específicas. Este projeto visa estudar a qualidade de vida abordando a saúde física e mental em diferentes contextos como, no trabalho, na escola, em grupos vulneráveis e na terceira idade. Para a coleta de dados, tanto instrumentos quantitativos, quanto métodos qualitativos, estão sendo utilizados.

Coordenação: Ana Maria Pujol Vieira dos Santos

SAÚDE DA MULHER NAS DIFERENTES FASES DO CICLO BIOLÓGICO

Resumo: A Política da Saúde da Mulher criada em 2004 inclui ações educativas, preventivas, de diagnóstico, tratamento e recuperação, englobando a assistência à mulher em todas as suas fases, além de outras necessidades identificadas, a partir do perfil da população feminina analisada. Desta forma, contempla a integralidade, princípio constitucional defendido como prerrogativa da humanização do cuidado em saúde, valorizando a articulação entre atividades preventivas e assistenciais. A fim de buscar ações multiprofissionais nos serviços de saúde e construir uma relação humanizada e respeitosa com as usuárias, esta pesquisa propõe-se a conhecer a percepção de saúde física e mental, vulnerabilidade e qualidade de vida de mulheres nas diferentes fases do ciclo biológico (adolescência, jovem, adulta, climatério/menopausa e a mulher idosa), a partir de instrumentos já validados, aplicados em diferentes populações. Também é identificado distúrbios relacionados a alterações físicas, emocionais e, como consequências às alterações nos relacionamentos; a percepção de tamanho e forma corporal; nível de atividade física; sintomas neuróticos; transtornos mentais comuns (TMC);  sintomas não psicóticos, como insônia, fadiga, irritabilidade, esquecimento, dificuldade de concentração e queixas somáticas; autoavaliação de depressão; gravidade dos sintomas da ansiedade e depressão e a vulnerabilidade, a partir da avaliação dos aspectos: idade, autopercepção da saúde, presença de limitações físicas e incapacidades.

Coordenação: Maria Isabel Morgan Martins

SAÚDE MENTAL E SEUS ASPECTOS

Resumo: Com vistas à promoção e prevenção em saúde mental no ciclo da vida humana, leva-se em consideração os objetivos do Plano Global de Saúde Mental 2013-2020 da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse sentido, as pesquisas estão alinhadas com os princípios transversais de acesso universal e equidade; integralidade, direitos humanos, abordagens de cursos de vida e abordagem intersetorial. Elas contemplam a questão central elencada pela OMS e outros organismos internacionais de como a saúde mental poderá ser inserida na Atenção Primária à Saúde. Está em consonância com o objetivo de desenvolvimento de recursos humanos da educação superior para a construção do cuidado em serviços especializados e não especializados. As pesquisas também avaliam novas metodologias de inclusão da saúde mental nos serviços gerais de saúde, assim como pesquisas sobre os serviços e os processos de gestão e a validação de instrumentos na área da saúde mental com vistas a criar recursos de apoio à formulação de políticas públicas.

Coordenação: Guilherme Anziliero Arossi

LINHA DE PESQUISA POLÍTICAS PÚBLICAS, SOCIEDADE E AMBIENTE

AMBIENTES SAUDÁVEIS E HÁBITOS DE VIDA 

Resumo: O entendimento sobre saúde não se restringe aos fatores humanos, genéticos e biológicos e ambientais mais imediatos, mas que está intrinsecamente relacionada aos determinantes sociais, econômicos, políticos e culturais de maneira mais ampla. Os conceitos de espaço e território permitem mudar o foco de atenção, que antes era centrado na doença, para os determinantes sociais das condições de saúde. O recorte espacial pode conformar perfis territoriais que revelam as condições de acesso aos serviços de saúde, exposição a fatores de risco e exclusão socioespacial. Faz-se necessário a reflexão, considerando qualidade de vida como algo importante para sociedade, conceito e a forma de avaliação necessitam ser discutidas e revisadas, considerando a linha do tempo e demandas individuais e, sempre inter-relacionadas, com a gestão pública em saúde. O projeto engloba estudos sobre distintos grupos sociais de diferentes territórios no país, e sua relação com as características socioambientais das regiões de origem buscando suprir as necessidades do desenvolvimento econômico, social e ambiental em âmbito nacional.

Coordenação: Jussara Alves Pinheiro Sommer

ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

Resumo: A efetivação da Atenção Primária à Saúde (APS) tem representado, nos últimos anos, um dos avanços mais notórios do Sistema Único de Saúde (SUS) enquanto política pública e sistema de saúde universal em nosso país. O rearranjo do sistema de saúde, coordenado e ordenado pela APS, vai além do conceito de atenção seletiva e do nível simples de atenção, pois parte da premissa de que ela é parte integrante da Rede de Atenção à Saúde (RAS). Ela exerce as principais funções de primeiro contato, longitudinalidade, integralidade, coordenação, orientação familiar, orientação comunitária e competência cultural, sob sua população adscrita. A APS é um modelo de atenção que contém um conjunto de ações de saúde individuais e coletivas que envolvem vários aspectos como: a promoção, a prevenção, a proteção, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, a redução de danos, os cuidados paliativos e a vigilância em saúde. É desenvolvida por meio de práticas de cuidado integrado e gestão qualificada são desenvolvidas por equipes multiprofissionais à população em seu território adscrito.

Coordenação: Alice Hirdes

ESCOLA PROMOTORA DA SAÚDE E FATORES ASSOCIADOS:

Resumo: A Iniciativa Regional para a Implantação de Escolas Promotoras de Saúde tem sido a estratégia adotada pela OPAS e pela OMS para reforçar a Promoção da Saúde no contexto escolar. Ela está baseada em três princípios: 1) educação para a saúde com enfoque integral, 2) criação de ambientes físicos e psicossociais saudáveis e 3) oferta de serviços de saúde, alimentação saudável e vida ativa. Esses princípios propõem um modelo de escola participativa, que integre seus membros na tomada de decisões e na execução das decisões, bem como na capacitação dos indivíduos para exercerem um maior controle sobre sua saúde e dos aspectos que podem afetá-la, reduzindo os fatores que podem resultar em risco e favorecendo os que são protetores e saudáveis. O jovem deve ser orientado, desde cedo, a promoção da saúde, por meio de um diálogo aberto que permita sua expressividade e esclarecimento. A escola apresenta-se como um excelente local de promoção de saúde entre crianças e adolescentes, oferecendo a oportunidade de educar por meio da construção de diferentes saberes. É um espaço diferenciado, para socialização, formação e informação. Este estudo analisa a vulnerabilidade dos adolescentes em relação às condições socioambientais e seus fatores de saúde associados.

Coordenação: Jussara Alves Pinheiro Sommer

POLÍTICAS PÚBLICAS DIRECIONADAS À PROMOÇÃO DA SAÚDE

Resumo: O país precisa avançar no combate às desigualdades e na efetiva justiça social. Para isso, os direitos humanos, fundamentais e especiais são aqueles direitos inerentes à condição humana, que garantem a vida com dignidade, para que possa ser vivida com pleno gozo dos seus direitos básicos salvaguardando a sadia qualidade de vida. Além disso, garantir acesso da população a serviços de qualidade, com equidade e em tempo adequado ao atendimento das necessidades humanas, aprimorando os programas, as políticas públicas, bem como seus planos e projetos.  Este estudo ingestiva políticas públicas que envolvam a educação, a moradia, o lazer, o trabalho, a alimentação, gênero, a proteção da infância e adolescência relacionando-os com a promoção da saúde e qualidade de vida como um conjunto de estratégias e formas no âmbito individual e coletivo com responsabilidades para os três entes federados avaliando elementos de natureza teórica, cultural e técnica que se expressam nos mais variados espaços da organização do trabalho e das práticas de saúde.  Há necessidade de se analisar o enfoque comportamental, que se expressa em ações que visem à transformação de hábitos e estilos de vida, pontuando fatores de risco e transferindo a responsabilidade ao indivíduo. Também é fundamental considerar o papel protagonista dos determinantes gerais sobre as condições de vida e de saúde estando diretamente relacionada à qualidade de vida individual e coletiva. 

Coordenação: Letícia Thomasi Jahnke Botton

SAÚDE DO TRABALHADOR E PROMOÇÃO DA SAÚDE

Resumo: A compreensão das relações entre o trabalho e o processo de saúde/doença tem sido referenciado no campo do saber que trata da saúde do trabalhador. Os modos de desenvolvimento produtivo da humanidade e as formas de inserção no mundo do trabalho, bem como as formas de adoecimento são analisadas. É fundamental a análise das ações de vigilância dos riscos existentes nos ambientes e condições de trabalho, dos agravos à saúde e da organização e prestação da assistência aos trabalhadores, que ocorrem pela articulação multiprofissional, interdisciplinar e intersetorial. Além disso, há necessidade de se considerar, também, os princípios da promoção da saúde: concepção holística, intersetorialidade, empoderamento, participação social, equidade, ações multi-estratégicas e sustentabilidade em busca da melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores.

Coordenação: Nádia Teresinha Schröder

VULNERABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

Resumo: Elevados níveis de pobreza, exclusão social e degradação ambiental têm caracterizado a urbanização brasileira com ocorrência de desequilíbrios naturais e sociais que impactam a saúde das populações. As doenças negligenciadas estão relacionadas à relevante morbidade e mortalidade. As sequelas dessas doenças são responsáveis por elevada perda de anos de vida saudáveis que causam impacto na saúde pública e representam perda econômica expressiva. Pesquisas em saúde tem se apoiado em geotecnologias, que constituem um conjunto de tecnologias para coleta, processamento, análise e informações com referência geográfica. A relevância da pesquisa está em espacializar indicadores de saúde, socioeconômicos e ambientais estabelecendo índices de vulnerabilidades das populações das áreas endêmicas para doenças negligenciadas.

Coordenação: Eliane Fraga da Silveira


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