DIA DAS MÃES
Ser mãe é sonhar antes de acontecer
Entre memórias e esperança, mães compartilham os desejos para seus filhos
A capacidade de sonhar antes mesmo de ver os sonhos acontecerem é um ato silencioso e profundamente poderoso na maternidade. Antes dos primeiros passos, da escolha da profissão ou da entrada na universidade, muitas mães já imaginam caminhos, desejam oportunidades e cultivam esperanças para os filhos. E, ao fazer isso, inevitavelmente revisitam também os sonhos que um dia foram sonhados para elas.
Neste Dia das Mães, a Ulbra Palmas compartilha histórias de diferentes fases da maternidade que revelam como amor, educação e cuidado seguem atravessando gerações - da gestação à vida adulta.
Para a professora especialista do curso de Medicina Veterinária, Amanda Grechinski, grávida de nove meses da pequena Aurora, a maternidade desperta expectativas, medos e sonhos sobre o futuro da filha que está chegando. "Os sonhos que acredito que minha mãe tinha para mim eram que eu me tornasse uma mulher independente, dona de mim e realizada profissionalmente e pessoalmente. Quando penso na minha filha, não posso negar que tenho medo do mundo atual e de como a educação vem mudando, mas quero educá-la da melhor maneira possível, dentro de princípios éticos e morais", afirma.
Amanda conta que sua própria trajetória acadêmica e profissional influencia diretamente os sonhos que constrói para a filha. "Eu sempre fui uma pessoa estudiosa e focada, então imagino que ela também será dedicada, cheia de sonhos e determinada nos objetivos dela. Quero que ela tenha independência, sonhe alto e nunca aceite ser apenas mais uma dentro da sociedade", completa.
Despontando a personalidade
Na primeira infância, os sonhos começam a ganhar forma nos pequenos detalhes: nas primeiras descobertas, nas palavras aprendidas e nas expectativas construídas dia após dia. Para Ana Beatriz Silva, psicóloga do Alteridade e mãe do pequeno Luís Henrique, acompanhar essa fase é também imaginar o futuro sendo construído pouco a pouco. "Acredito que os sonhos que minha mãe tinha para mim, e que hoje vejo refletidos na minha vida, sempre foram ligados à ideia de cuidado, estabilidade e realização pessoal. Quando fui criada pela minha avó, esses sonhos vieram com muito afeto, proteção e um desejo profundo de que eu tivesse oportunidades que talvez ela não tenha tido. Isso influencia na forma como construí minha identidade e escolhi a Psicologia, uma área que trabalha diretamente com o cuidado com os outros", relata.
Ana Beatriz destaca que a infância é um período marcado por descobertas e desenvolvimento emocional. "Meu filho está com 3 anos e vejo essa fase escolar como um momento de muitas descobertas, socialização e crescimento emocional. Mais importante do que o desempenho acadêmico, observo como ele se desenvolve em aspectos como autonomia, curiosidade e vínculos. É uma fase muito rica, mas também delicada", afirma.
Ao pensar no futuro do filho, ela ressalta a importância de respeitar a individualidade e o tempo de cada criança. "Como mãe, é natural criar expectativas, mas como psicóloga também tento não tornar essas expectativas rígidas. Quero criar um espaço para que ele se desenvolva de forma saudável, respeitando seus interesses e sua individualidade. Quando penso em momentos como a entrada na universidade, me vejo ao lado dele, apoiando, acolhendo e celebrando suas conquistas, independentemente do caminho que ele escolher", completa.
Incentivando passos grandiosos
Já para a professora mestre do curso de Arquitetura e Urbanismo, Adriana Dias, mãe da jovem Maria Eduarda Dias Silveira e que está em fase de construção do futuro profissional, acompanhar as escolhas da filha também significa reconhecer o cuidado e os ensinamentos recebidos da própria mãe. "Acredito que toda mãe sonha em ver o filho feliz, realizado e preparado para a vida. Minha mãe nunca colocou os sonhos dela acima dos meus. Pelo contrário, sempre me incentivou a estudar, buscar minha formação e conquistar minha independência", relembra.
Hoje, vivendo outro lado da maternidade, Adriana percebe que esse ciclo continua através da filha. "Com ela, também procuro respeitar suas escolhas e apoiar seus sonhos. A educação, para mim, tem um poder transformador enorme, porque amplia oportunidades, fortalece a autonomia e ajuda nossos filhos a construírem suas próprias histórias", destaca.
Sonhos que nunca acabam
Entre mães que aguardam a chegada dos filhos, acompanham os primeiros passos ou observam os jovens construindo o próprio caminho, existe algo em comum: o desejo de ver os filhos felizes, seguros e preparados para a vida.
Mais do que imaginar profissões ou conquistas, ser mãe é acreditar nas possibilidades. É reconhecer no presente os sonhos do passado e, ao mesmo tempo, plantar esperança no futuro.
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